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Wi-Fi 8: o que muda em relação ao Wi-Fi 6 e ao Wi-Fi 7

Por Leila Alves Pereira5 min de leitura
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Wi-Fi 8: o que muda em relação ao Wi-Fi 6 e ao Wi-Fi 7

Resumo em 30 segundos

O Wi-Fi 8 é a próxima geração da rede sem fio e troca a corrida por velocidade pela estabilidade. Veja como ele se compara ao Wi-Fi 6 e ao Wi-Fi 7, o que foi testado no Brasil e por que ainda não é hora de trocar o roteador.

Neste artigo

O Wi-Fi 8 é a próxima geração da rede sem fio e, diferente das anteriores, não tem como meta principal aumentar a velocidade: o foco é deixar a conexão mais estável e confiável, com menos atraso, melhor cobertura e menor consumo de energia. Para quem está pensando em comprar roteador novo, a resposta curta é que não precisa trocar agora, porque o padrão ainda está em fase de testes e não tem previsão de venda no Brasil. O assunto ganhou destaque porque a TIM e a Qualcomm fizeram uma demonstração técnica da tecnologia no Rio de Janeiro.

O teste do Wi-Fi 8 no Brasil

A demonstração aconteceu no TIM Lab, laboratório da operadora no Rio de Janeiro. O equipamento usado combina o Wi-Fi 8 com uma infraestrutura de fibra óptica chamada XGS-PON e com recursos de inteligência artificial que gerenciam o tráfego de dados dentro da casa.

Segundo as empresas, o novo padrão oferece menor latência, que é o tempo de resposta da conexão, e mais eficiência energética para dispositivos de casa inteligente, como lâmpadas, câmeras e assistentes de voz. A tecnologia também é retrocompatível, ou seja, funciona com aparelhos das gerações anteriores.

A TIM informou que está avaliando o desempenho da solução antes de partir para testes em ambientes reais. Até agora, não existe previsão oficial para a oferta comercial do Wi-Fi 8 aos consumidores brasileiros.

Como os nomes das gerações funcionam

Por trás de cada nome comercial existe um padrão técnico definido pelo IEEE, a organização internacional que cria as especificações das redes sem fio. Esses padrões têm nomes difíceis de lembrar, como 802.11ax, e por isso a indústria passou a usar números simples. O Wi-Fi 8, por exemplo, corresponde ao padrão IEEE 802.11bn.

A numeração ajuda o consumidor a comparar produtos: quanto maior o número, mais nova a geração. Mas ela não diz, sozinha, quanto a internet vai melhorar na casa de cada um.

Wi-Fi 6, Wi-Fi 7 e Wi-Fi 8 lado a lado

Wi-Fi 6

Lançado por volta de 2019, o Wi-Fi 6 trouxe um avanço importante para casas com muitos aparelhos conectados ao mesmo tempo. Ele organiza melhor a conversa entre o roteador e os dispositivos, o que reduz o congestionamento. Uma variação chamada Wi-Fi 6E acrescentou a faixa de 6 GHz, menos congestionada que as tradicionais de 2,4 GHz e 5 GHz. Hoje é o padrão mais comum em celulares e roteadores vendidos no Brasil.

Wi-Fi 7

O Wi-Fi 7 chegou ao mercado nos últimos anos com foco forte em velocidade e capacidade. Entre as novidades estão canais mais largos, que funcionam como estradas com mais faixas, e a possibilidade de o aparelho usar mais de uma frequência ao mesmo tempo. Roteadores e celulares topo de linha já trazem essa geração.

Wi-Fi 8

O Wi-Fi 8 muda a prioridade. Em vez de buscar números maiores de velocidade máxima, ele quer garantir que a conexão se mantenha boa de forma constante, mesmo longe do roteador, com interferência ou com muitos aparelhos disputando a rede. A especificação ainda está em desenvolvimento, e os testes atuais servem para mostrar o que ela pode entregar.

Por que estabilidade importa mais que velocidade

Para a maioria das pessoas, o problema da internet em casa não é a velocidade máxima, que raramente é usada por inteiro. O que incomoda é a chamada de vídeo que congela, o jogo online que trava, o sinal que some no quarto do fundo e a câmera de segurança que desconecta sozinha.

Esses problemas vêm de atraso, oscilação e perda de sinal. Uma rede que entrega 300 megabits de forma constante pode parecer muito melhor que uma que chega a 1.000 megabits em alguns momentos e cai em outros. É essa experiência que o Wi-Fi 8 tenta melhorar.

Com a casa cada vez mais cheia de dispositivos conectados, a eficiência energética também pesa. Sensores e aparelhos pequenos que gastam menos bateria para manter a conexão duram mais entre uma recarga e outra.

Precisa trocar o roteador agora?

Não. O Wi-Fi 8 ainda está em demonstração, não há roteadores à venda nem previsão comercial no Brasil, e os celulares e notebooks atuais não têm suporte a ele. Mesmo quando chegar, só vai fazer diferença quando os aparelhos da casa também forem compatíveis.

Quem está com um roteador antigo e insatisfeito com a rede pode considerar um modelo Wi-Fi 6 ou Wi-Fi 7, que já resolvem bem a maioria dos problemas. Antes disso, vale testar soluções simples: colocar o roteador em um lugar central e alto, longe de paredes grossas e eletrodomésticos, e conferir com a operadora se o plano contratado e o equipamento fornecido estão adequados. Em casas grandes, sistemas com mais de um ponto de acesso costumam ajudar mais do que trocar de geração.

Perguntas frequentes

O que é o Wi-Fi 8?

É a próxima geração da rede sem fio, baseada no padrão IEEE 802.11bn. Seu foco principal é estabilidade e confiabilidade, com menor latência, melhor cobertura e mais eficiência energética, em vez de apenas aumentar a velocidade.

O Wi-Fi 8 já está disponível no Brasil?

Não. A TIM e a Qualcomm fizeram uma demonstração técnica no Rio de Janeiro, e a operadora ainda avalia o desempenho antes de testes em ambientes reais. Não há previsão oficial de lançamento comercial no país.

Qual a diferença entre Wi-Fi 7 e Wi-Fi 8?

O Wi-Fi 7 se concentrou em aumentar velocidade e capacidade. O Wi-Fi 8 prioriza manter a conexão estável e com pouco atraso em qualquer situação, mesmo com muitos aparelhos ou interferência.

Meu celular vai funcionar com um roteador Wi-Fi 8?

Sim. O padrão é retrocompatível, então aparelhos de gerações anteriores continuam se conectando. Os benefícios específicos do Wi-Fi 8, porém, só aparecem em dispositivos que também tenham suporte a ele.

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